Emissoras públicas são definidas por serem mantidas com recursos do governo (Federais, estaduais e municipais) ou fundações, nas quais prestam serviços em uma programação educativa, cultural e universitária.
Com essa defesa das rádios públicas a Arpub (Associação de rádio públicas) foi fundada em janeiro de 2004 por dez rádios públicas brasileiras, sem fins lucrativos.
A associação mantém suas atividades com uma estrutura que conta com o financiamento institucional da Fundação Ford, permitindo a manutenção de um escritório com dois profissionais no Rio de Janeiro.
A Arpub, em parceria com as Rádios EBC e apoio da Fundação Ford, promoveram o Seminário Nacional Rádios Públicas Brasileiras, juntamente com o III Encontro Nacional das Rádios Públicas, no último dia 22 e 23 de outubro, com o objetivo de formular propostas para o setor que deveram ser apresentadas na I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom).
Participaram do Seminário dirigentes de emissoras públicas, pesquisadores, profissionais e estudantes de Comunicação. Durante o evento foram discutidos o funcionamento e a gestão das emissoras públicas, e como se integraram ao sistema de comunicação do país.
Cristina Cortês é diretora de mobilização e capacitação da Arpub, e afirma que um dos principais problemas das rádios públicas é a respeito das programações destas rádios, que, segundo ela, “nasce pública mais adota as características comerciais”. “Infelizmente por falta de fiscalização e de informação, tem gente que consegue a concessão e não sabe o que fazer, daí acaba fazendo uma coisa parecida com a rádio comercial que é a que ele conhece”, diz Cristina.