A dinâmica da Agência Megafone

O que lastreia a produção das matérias da Agência Megafone são as características da produção do jornalismo desenvolvido na Web, que se baseiam nos seguintes preceitos: a Interatividade; Hipertextualidade; Memória; Multimidialidade; Atualização Constante; e Personalização.

A Multimidialidade é a possibilidade de os formatos da tevê, rádio e impresso se acomodam na Web para a narração do fato jornalístico. Esta característica é proporcionada pela digitalização dos conteúdos, que podem circular em diferentes plataformas, em som, texto e imagem. A hipertextualidade oferece a possibilidade de as matérias, reportagens e artigos se desdobrarem em pequenos módulos ou arquivos, além de serem contextualizadas com links para produtos redigidos em momentos anteriores e até para bancos de dados e outros sites. Pelo fato dos textos se darem a ler no espaço de uma tela, especialistas sugerem que as reportagens sejam “quebradas” em blocos, de até 29 linhas e, no máximo, cinco parágrafos, evitando, assim, o uso da barra de rolagem e o desinteresse do leitor. Os produtos jornalísticos também podem ser “entregues” ao leitor/usuário de forma personalizada, é a customização do conteúdo. O usuário pode, por exemplo, escolher a forma de apresentação das páginas, as cores de fundo, a hierarquização das matérias. A tecnologia da Web permite, ainda, a instantaneidade da notícia, que pode ser atualizada constantemente pelas equipes das redações. Há também a capacidade, quase infinita, de memória que o ciberespaço oferece, por meio da qual os sites noticiosos disponibilizam um número incalculável de informações produzidas pela equipe em outras edições, num imenso banco de reportagens. Por fim, tem-se a interatividade, que merece uma atenção especial na Web. Esta característica permite que o leitor/usuário interaja com a informação. No webjornalismo, ele pode acessar a reportagem de forma não-hierarquizada, a partir de qualquer um dos links que compõem a narração de determinado assunto. Além disso, pode criticar a cobertura, comentar a reportagem e até oferecer detalhes sobre o que está sendo tratado. Para isso, existem os fóruns, os chats, as enquetes, as listas de discussão e os e-mails dos jornalistas e editores, para que a audiência entre em contato.

Nem todas estas possibilidades são possíveis na Agência Megafone. Aqui, propõe-se que as reportagens sejam organizadas em blocos de informação “amarrados” por links; isto é, em hipertexto. Procura-se, ainda, estimular a interatividade, por meio da disponibilização dos e-mails dos redatores/repórteres e de um formulário de comentários para as matérias. Sem contar, que o sistema, ainda permite que todas as matérias estejam permanentemente disponíveis no banco de dados do site, para serem acessadas quando o leitor achar interessante e necessário, isto é, é oferecida a possibilidade de memória.

Para dar conta da produção de conteúdo, as duas turmas foram dividas em sete grupos e o site em seis editorias: um grupo folga de seis em seis semanas. Cada equipe possui um editor-chefe, um produtor e três repórteres. As pautas são entregues na semana anterior pelo produtor e aprovadas pela professora. Cada repórter apura e redige uma pauta por semana. As matérias têm o seguinte formato: Conteúdo de Apresentação – texto de chamada de capa e chamada da Home de cada editoria; Conteúdo Genérico – a matéria em si, com lead, sub-lead e detalhes, que deve ter até 30 linhas; e o Conteúdo Expandido – um desdobramento do fato, que deve apresentar-se com, no mínimo, 20 linhas, e vem especificado na pauta. Os repórteres também são responsáveis pela produção das fotos. Os textos são entregues impressos ao editor-chefe e, também, colocados no sistema, junto com as imagens. O editor faz a primeira correção e entrega à professora todo o material. Só depois disso, então, é feita a correção, avaliação e a matéria é liberada para postagem definitiva.

 

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