A pandemia da doença respiratória que surgiu em criações de porcos no México e possui genes de vírus que podem atingir humanos assusta pessoas de todas as classes e, agora, causa temor também no comércio. A gripe, conhecida por vírus gripal do tipo A, ou simplesmente H1N1, agrava a situação econômica das cidades, e influencia desde o setor turístico, a área de hotelaria, os bares e restaurantes, festas e eventos até os departamentos de vendas e o cotidiano da população.
O efeito dominó do vírus influenza, que já passou por mais de 70 países, desperta autoridades sanitárias e a Organização Mundial da Saúde (OMS) para uma situação de alerta, que elevou o nível de pandemia para o nível quatro, numa escala que vai até seis.
Somente no Estado do Paraná, o número de mortes, em decorrência da gripe suína, já passa de 100, segundo dados divulgados em boletim da Secretaria de Estado da Saúde, no dia 17 desse mês.
No mesmo dia, em Maringá, a Secretaria de Saúde confirmou o sexto óbito.
Como forma de prevenção, o comércio maringaense adotou algumas medidas contra a gripe. Entre elas está o funcionamento especial até o dia 21 de agosto. Os sindicatos, Sivamar (dos empresários) e Sincomar (dos comerciários) alteraram o horário comercial, que agora vai das 9 às 19 horas, nos dias de semana, e das 9 às 13, aos sábados. Segundo o vice-presidente da área de marketing da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), José Carlos Barbieri, “os sindicatos apenas orientam as empresas, mas não mandam nelas, aqui cabe às empresas terem consciência da situação”.
Outra medida proposta pela Secretaria Municipal de Saúde é a de manter em casa, as pessoas com maior risco de contrair o H1N1: mulheres grávidas, pessoas com doenças crônicas e crianças. Para os varejistas não saírem no prejuízo e, ao mesmo tempo, se defenderem do contágio, o amparo de cuidados básicos de higiene são necessários. Evitar contatos, como apertos de mão com os clientes, adotar como uso constante o álcool líquido e em gel, manter os lugares com circulação de ar, evitar aglomerações e também atentar-se mediante aos sintomas, parecidos com o da gripe comum, para alertar os funcionários.
Para a vendedora, Tamary Moreira, que trabalha há 15 anos com vendas, é evidente que, “o comércio também está sofrendo com a gripe, o susto acabou impedindo as pessoas de saírem, comprarem e consequentemente, de movimentar o setor comercial”. O que está valendo agora é o famoso ditado popular “o prevenido vale por dois”.
Álcool em gel e máscaras, a contrapartida da economia gripada