
A primeira noite da VI Semana de Jornalismo do Cesumar contou com um painel cujo tema foi: As emissoras educativas e a comunicação comunitária no Brasil. Em um debate sobre os meios públicos de comunicação com o docente de PP e RTV da UNIMEP (Universidade Metodista de Piracicaba), coordenador do canal universitário de Piracicaba e Diretor de Comunicação da ABTU (Associação Brasileira de Televisão Universitária), Fabiano Pereira; a docente da UEL (Universidade Estadual de Londrina) e diretora de radiojornalismo da Arpub (Associação das Rádios Publicas), Cristina Cortês e com o docente e coordenador do curso de Especialização em Comunicação Comunitária da UEL, Rozinaldo Miani.
Dentre esses meios públicos, o radio tem destaque pelo custo que ele representa comparado com uma televisão, por isso facilita os órgãos como universidades, prefeitura e secretarias, além de fundações a manterem uma rádio educativa.
A gestão de uma rádio pública normalmente é gerenciada por um conselho editorial, um diretor superintendente que representa as deliberações do conselho, e no caso das rádios universitárias são subordinadas a administração da universidade, não só em recursos mas também na linha editorial. Apesar do vínculo destes meios públicos com entidades, a professora Cristina Cortês afirma que a rádio educativa e pública não pode ser só a porta voz da entidade, mas sim ser a voz de toda a comunidade em que ela está inserida. “Tudo aquilo que não tem espaço nas rádios comerciais, nós devemos tocar ou falar.”
Cristina participou de uma pesquisa realizada pela Arpub em que identificou os reais problemas das rádios públicas no país, tendo a preocupação com o modo de gestão, como as rádios são equipadas e como é realizada a programação destas rádios que devem priorizar temas educativos e culturais. Cristina faz uma crítica que tais informações não são encontradas e disponíveis no Ministério da Comunicação.
Para a I Conferencia Nacional de Comunicação, às propostas prevêem regulamentações sobre rádios digitais, acesso a comunicação e implantação de um sistema público, que já vem trabalhada com a EBC (Empresa Brasileira de Comunicação).
Murilo Benites, estudante do quarto ano de jornalismo no Cesumar e estagiário da RUC (Radio Universitária Cesumar), afirma que para ele o programa na qual faz parte, além de outras práticas na radio universitária foi e é fundamental para o aprendizado na área, assim como para entender o conceito de comunicação pública. “Na radio pública você tem a liberdade de temas e músicas que na comercial não se tem, por ser voltado para uma programação de mercado.”